terça-feira, 30 de junho de 2009
canoa quebrada BRASIL

Canoa Quebrada – Vá e Fique
Existe lugar que se conhece de passagem, outros é preciso passar algum tempo para começar a conhecê-lo. Assim é Canoa Quebrada –
Eu sei... Isto muitas praias prometem oferecer, mas e a lua e estrela?
Eu pergunto: qual praia tem como símbolo ao invés do imponente sol, a lua e a estrela?
Está é Canoa Quebrada, onde o dia continua no começo da noite e a noite continua no começo do dia.
É normal a pessoa depois de ficar alguns dias por aqui abandonar o relógio e o calendário. Quê importância tem a hora ou o dia da semana ou do mês num lugar onde o verão, época de fazer história, se estende pelo ano inteiro?
Quem fica por aqui tem a sensação de que noticias sobre tempo ruim e frio são coisas de ficção. Nossas dunas podem até lembrar uma montanha de neve, mas não derretem nunca. Cobertura é para proteger do sol, porque chuva por aqui, quando passa, é tão rápida que esquece de molhar o chão. Mas tem o barulho da água todos os dias e todas as horas. Barulho das ondas que vão e vem, mas o mar, este veio e ficou para sempre banhando as falésias de areias coloridas.
O capricho da natureza é tanta que nossa praia a cada movimento da maré tem um visual diferente: é maré baixa – tem piscina natural e extensão de areia. É maré alta – tem o mar verde de onda de espuma branca.
Kit surfe, surfista e jangada convivem neste cenário da mesma forma como nativos e turistas de todas as partes do mundo se encontram na famosa rua da Broadway na noite mais democrática do mundo.
Bem... Você quer conhecer melhor Canoa Quebrada?
Faça como eu – venha e fique o máximo que puder.
praia de sol o ano inteiro.



O Dia Perfeito – Canoa Quebrada
O dia perfeito em minha cidade preferida começa no final da noite. Saio do Lual na praia de Canoa Quebrada, subo as escadas de madeira para alcançar o topo da falésia. Lá de cima, olho para trás e vejo o sol refletindo as primeiras luzes no imenso oceano. Em minha frente é a luz da lua cheia que ilumina a grande duna conhecida como Duna do Por do Sol. Caminho tranquilamente até alcançar a famosa Rua da Broadway, bares abertos, gente de todos os cantos do mundo, mistura perfeita e verdadeiramente democrática. Loiras, loiros, morenos, morenas, ruivos, ruivas, afros descendentes, gente muito bonita em contraste com os muito feios. Mistura perfeita da humanidade. Nem sempre o belo vence, o que mais acontece por aqui é o belo e o feio se entenderem e criarem o comum. Incomum é o astral deste lugar que no termino da noite dá inicio ao dia perfeito. Um café da manhã reforçado ajuda a repor as energias gastas na noite. Foi muita dança a noite toda, forró, reggae, e muitos outros embalos. Um passeio de buggy nas dunas e a parada para um refrescante banho de água doce no Oasis. Vou a foz do Rio Jaguaribe onde encontro os amigos na praia praticamente deserta praticando Kit Surfe. Depois de algumas manobras sigo até a margem direita do rio e espero o barqueiro, ele me levará pelas calmas águas do rio até a Ilha do Pinto. Por lá descansarei até que Raimundinho me chame na hora do almoço, deve ser galinha de cabidela ou peixe ao molho de camarão. O Cardápio é sempre surpresa, mas a comida é boa com certeza. Depois do almoço mais uma descansada na rede entre os coqueiros. O barqueiro já me espera para voltarmos até o mar. Tenho muito o que fazer, aproveitar a maré baixa para mergulhar nas piscinas naturais em frente a Comunidade do Estevão, uma esticada pela praia até Redonda. Na volta subir a Duna do Pôr do Sol a cavalo e descer escorregando na prancha. Bem, o dia perfeito termina com o pôr do sol. Daqui pra frente vem a noite perfeita, assunto que se eu começar a contar só vai se encerrar no começo de um novo dia perfeito que com certeza virá amanhã.
J. Ruy
sobre tempo e jabuticabas
| ta: 09/11/07 | |
| Titulo: SOBRE TEMPO E JABUTICABAS | |
. | |
Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço. Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim-de-semana com a proposta de abalar o milênio. Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de “confrontação”, onde “tiramos fatos a limpo”. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: “as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos”. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa... Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de Deus. Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena. | |
| . | |
| Autor Desconhecido - fonte missão jovem |